Cuidar do planeta é URGENTE!

Já reparaste que nos últimos anos têm sido muitas as notícias de catástrofes naturais? Desastres naturais como tempestades, cheias e chuvas intensas, ondas de calor, degelo do Ártico, entre outras, assim como, o surgimento de novos vírus e da pandemia da Covid-19, estão na ordem do dia. 

Os especialistas apontam o dedo às alterações climáticas como responsáveis por estes eventos cada vez mais frequentes ultimamente. Consideram que as nossas atividades à face da Terra desde a revolução industrial e o cada vez maior uso de combustíveis fósseis com emissões de gases efeito estufa, têm contribuído para o aquecimento global. 

Alertam também para a possibilidade de estarmos a caminhar para um ponto de não retorno,  ao continuarmos a exercer pressão sobre o equilíbrio natural do nosso Sistema Terra. Há limites a respeitar. Se esses limites forem ultrapassados, dar-se-á o ponto de viragem.

Este texto não pretende alarmar, mas sim CHAMAR A ATENÇÃO para o que está a acontecer e para a necessidade de cuidarmos do nosso planeta Terra, que é a nossa casa. Cuidar da nossa casa é cuidar de nós mesmos. Esta nossa grande casa é que nos sustenta e o seu estado influencia imensamente a nossa vida.

Esta nossa grande casa é o que nos sustenta… Cuidar da nossa casa é cuidar de nós mesmos.

Todos nós podemos contribuir de alguma forma para ajudar a melhorar o equilíbrio do Sistema Terra e estabilizar o clima. É urgente agir neste sentido.

De acordo com relatório do World Meteorological Organization

  • a temperatura média global anual tem aumentado e, no ano de 2020, foi cerca de 1,2 ºC acima do que era habitual no período pré-industrial;
  • aumento de emissões de carbono para a atmosfera, devido à ação humana, é tido como o principal responsável pela alteração climática desde meados do século XX;
  • o aquecimento dos oceanos e o degelo do Ártico tem levado ao aumento do nível das águas do mar;
  • o aumento das concentrações de dióxido de carbono, também nos oceanos, está a acidificar as suas águas.

Estas são apenas algumas das situações monitorizadas, estudadas e documentadas por cientistas.

Will Steffen, cientista norte-americano, professor da Universidade Nacional da Austrália, conselheiro científico do Department of Climate Change and Energy Efficiency do governo australiano, é considerado um dos maiores especialistas na investigação do Sistema Terra, alterações climáticas e sustentabilidade.

Recentemente, em entrevista no programa Página 2, na RTP2, Will Steffen afirmou que estamos numa nova era geológica – o Antropoceno – na qual assistimos a um acelerar das alterações climáticas e já é necessário uma ação a curto prazo para reduzir pelo menos para metade as emissões em carbono para travar esta aceleração das mudanças climáticas e, mesmo assim, já não é possível evitar o aumento da temperatura média global em cerca de 1,5ºC.

Para além do aquecimento global há outras situações preocupantes que estão a acontecer no planeta e que contribuem também para aumentar a pressão sobre o nosso planeta, uma delas é a desflorestação e o colapso da floresta Amazónia. Steffan alega ainda que a atividade humana tem afetado o sistema ecológico de três formas: pela sobrepopulação, pelo consumo e pela tecnologia.

Destes três parâmetros, o que mais afeta o equilíbrio do sistema ecológico é o consumo, cada vez maior. Em vez de nos preocuparmos em fazer crescer a economia, produzindo e consumindo mais e mais, é necessário colocar a nossa atenção na sustentabilidade do nosso planeta em primeiro lugar. Esta é a prioridade.

Caso contrário, o aumento da degradação da biosfera terá consequências cada vez mais desastrosas, efeitos das alterações climáticas mais intensos, incluindo doenças e pandemias. As áreas mais vulneráveis do nosso planeta serão as primeiras a sofrer os impactos desta problemática, com início na carência alimentar, a qual irá desencadear conflitos sociais e migrações de pessoas em massa para outras áreas, ficando estas sobrepopuladas. Esta situação acabará por alastrar-se. 

Existe o Acordo Verde Europeu (European Green Deal), apresentado a 11 de dezembro de 2019 e agora apoiado por um pacote legislativo – a Lei Europeia do Clima (European Climate Law) que entra em vigor este mês de julho de 2021. Este acordo objetiva  reduzir em pelo menos 55% a emissão de gases efeito estufa até 2030, no continente europeu, comparativamente com os níveis destes gases em 1990, reforçando, assim, os objetivos do Acordo de Paris, o qual foi assinado por 195 países há cerca de 5 anos com o compromisso de combater as mudanças climáticas e o aquecimento global.

O projeto Common Home of Humanity (CHH), a Casa Comum da Humanidade :

nasceu a 28 de setembro de 2018 na Reitoria da Universidade do Porto e trata-se de um projeto internacional com sede no Porto que visa a preservação do planeta Terra e a habitabilidade no mesmo. Paulo Magalhães, jurista, ambientalista e investigador na faculdade de Direito da Universidade do Porto é o grande mentor deste projeto e afirma ser importante legislar este grande condomínio que habitamos, tendo em conta muito mais para além da questão territorial, mas todo o sistema biogeofísico da Terra. O cientista Will Steffen faz parte do Comité científico deste projeto. 

Steffen afirma que não temos muito tempo, é necessário agir já e com rapidez, reduzir o consumo, rever as tecnologias usadas e criar melhores sistemas sociais, atenuando as desigualdades. 

Deixo aqui um apelo: a contribuição de todos nós para a sustentabilidade da Terra, para cuidarmos do nosso planeta. A responsabilidade cabe a todos nós e não apenas aos governos e instituições. Mesmo as pequenas atitudes do dia a dia podem fazer a diferença. Mudança de hábitos, diminuição do consumo, procura de alternativas, reciclagem, reutilização, criatividade, partilha de ideias, entre outras ações, estão ao nosso alcance. Estão mesmo! Acredita.

Por vezes, penso na Terra como sendo um gigante ser vivo que precisa ser respeitado e cuidado. A nossa mãe Terra!

O nosso planeta Terra é a nossa casa comum. Estamos todos no mesmo barco, então, comecemos a remar no mesmo sentido. Juntos somos mais fortes!

É urgente cuidar do nosso planeta!

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