Dança: uma linguagem do corpo e da alma

A dança como forma de expressão do ser humano, através de movimentos ritmados do corpo, sempre existiu. O Homem primitivo dançava em momentos de celebração de colheitas, de preparação para a caça e em diversos rituais. As danças milenares, das civilizações antigas, incluíam rituais específicos e sagrados de culto aos Deuses. A dança foi evoluindo, de acordo com a cultura e tradições de cada região.


Mas a certa altura, na Idade Média, a dança não era uma prática bem considerada pela Igreja, pelo que ficou limitada às festas populares dos camponeses com danças em roda, pares e em corrente. Mais tarde, a dança passa a ser apreciada pela nobreza, para entretenimento do público.


Aqui a dança teve a oportunidade de ganhar espaço e de se reinventar. Com o tempo desenvolveu-se uma dança mais disciplinada, o balett. Desde então, outras danças foram surgindo, evoluindo e expandindo pelo mundo.


Quanto às danças populares, estas mantiveram-se um pouco por todo o lado, retratando aspetos de caráter religioso, ritualístico ou laboral, reveladoras dos costumes e tradições de cada região, característicos de cada povo. Estas danças foram passando de geração em geração e também sofreram variações com o tempo, tendo-se preservado a disposição em roda e em pares.


Hoje em dia, a dança é bastante apreciada como expressão artística, nos seus mais variados estilos. Uma arte de expressão do corpo com mais ou menos técnica, com passos coreografados ou improvisados, num ambiente de luz, cor e som conjugados com as roupagens dos bailarinos e os desenhos dos seus movimentos, transmitindo mensagens, emoções e histórias a quem assiste ao espetáculo.


De forma mais descontraída, temos o hábito de dançar em festas, para nos divertir, celebrar e socializar, onde muitas vezes os mais tímidos se atrevem a misturar-se com os demais na pista de dança. Por outro lado, também é crescente o reconhecimento terapêutico da dança.

Homenagem à dança

Este texto surgiu da vontade de homenagear a dança, atividade pela qual sou apaixonada. Quando danço, sinto-me livre, sinto-me tão eu mesma. Posso dar largas à imaginação, deixar que cada faceta do meu ser se possa expressar genuinamente e que as minhas emoções tenham espaço para “falar”.

Gosto muito de me movimentar, sentir o corpo ágil e flexível, mas a dança, para mim, é muito mais do que uma forma de mexer e exercitar o corpo.

A relação que tenho com a dança foi evoluindo ao longo da minha vida. Atualmente, a minha dança é expressão genuína do meu mundo interior, é conexão comigo mesma, com a Mãe Terra. É libertar a tensão e descontrair, é experienciar liberdade, é partilha, é diversão, é um dom…

A minha dança é a expressão genuína do meu mundo interior…

Eu acredito que a dança faz bem ao corpo e à alma. Quem dança seus males espanta! E quando dançamos juntos, a magia acontece. A dança é para todos. É uma forma de “falar”, “cantar” com o corpo, de comunicar sem palavras.

A dança é, sem dúvida, uma linguagem universal e antiquíssima, uma versátil forma de expressão dinâmica, sendo praticada em grupo ou a sós com diversas finalidades, como:

  • comunicação e expressão de emoções, de mensagens, de histórias;
  • uma forma de sensibilizar para certos temas,
  • transmitir costumes e tradições;
  • a expressão artística;
  • o entretenimento;
  • proporcionar momentos de lazer, de convívio e partilha;
  • a celebração;
  • a libertação da tensão,
  • a manutenção da boa forma física;
  • meditação em movimento;
  • conexão com a natureza,

E tu, como usas a dança na tua vida?

texto de Fernanda

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