De Mim para o MUNDO

Desde criança que me acompanha a pergunta:“O que quero ser quando for grande?” A qual, com o tempo, acabou por se converter em: “Qual é a minha missão?”

Sempre fui introspetiva e observadora e desde muito cedo que me lembro de refletir sobre o mundo à minha volta, tentando compreender o comportamento humano, as interações entre as pessoas e as suas reações.

Desde a infância que me interesso pela humanidade, por conhecê-la e compreendê-la e sempre senti vontade de contribuir para ajudar as pessoas a viverem felizes, com alento, em paz e em harmonia.

Também eu queria viver nesse mundo harmonioso e amoroso.
E como poderia eu ajudar as pessoas? Ajudá-las no seu equilíbrio interior, no seu bem estar, na sua motivação para viverem no seu melhor, confiantes das suas decisões, fiéis a si próprias?

A motivação para explorar, conhecer o ser humano e ajudá-lo, levou-me a percorrer um caminho de observação, reflexão e pesquisa, procurando soluções e práticas que nos ajudem ao nosso bem estar e a vivermos cada vez melhor connosco próprios, com os outros e com a natureza, em equilíbrio e conscientes de quem somos. Sim, incluo a natureza. Pois, hoje em dia também considero fundamental no nosso bem estar e no nosso equilíbrio, a conexão com a Natureza. Ela faz parte de nós e nós dela!

Em criança, recordo-me de começar por querer ser cantora quando fosse grande. Pois seria uma forma de me expressar e levar ao mundo boas energias. Mais tarde queria ser psicóloga e acabei sendo professora.
Esta profissão permite-me lidar com pessoas, observá-las, compreendê-las e ajudá-las de certa forma. A escolha desta profissão foi uma tentativa de conciliar a parte mais pragmática e também importante da vida, como ter um meio de subsistência, com algo que estaria em consonância com a minha essência, uma vez que eu gosto do conhecimento, de o transmitir e partilhar, ajudando outros a evoluir.

No entanto, a pergunta: “Qual é a minha missão aqui na Terra?” manteve-se na minha vida.

Continuei às apalpadelas para tentar encontrar resposta a essa pergunta. Sinto que há algo mais a aprender, para melhor responder aos desafios da vida e para viver mais de acordo com o meu potencial e a minha própria natureza. Daí que, a dada altura da minha vida adulta, também me interessei por práticas de espiritualidade como Xamanismo, Meditação, entre outras.

Comecei também a valorizar a minha paixão pela dança que me acompanha desde a adolescência. Passei pela dança Jazz, Hip Hop, Dança Oriental, mais conhecida por Dança do Ventre, Dança Tribal, Dança Movimento Terapia e, por último, Danças Circulares Sagradas.

Para mim, dançar passou a ser também uma prática espiritual, pelo que sinto quando danço e pelo bem estar que me traz, por me poder expressar com esta arte o que trago cá dentro e pela possibilidade de levar a dança aos outros e poder proporcionar bons momentos com benefícios a vários níveis.

Procuro conhecer-me melhor e que os meus projetos e objetivos sejam cada vez mais de acordo com a minha essência e os meu dons, com aquilo que me entusiasma e alimenta minha alma.

Por vezes, durante o nosso crescimento desde a infância, vamo-nos afastando da nossa verdadeira natureza, por várias razões. Como podemos ser felizes longe de nós mesmos? Para mim, o autoconhecimento é um caminho de volta a casa.

O caminho continua e como transmitir e partilhar o que sei é algo que me entusiasma, aqui, neste blog, encontro mais uma forma de me expressar

Fernanda

Rating: 1 out of 5.